Presidenciáveis usam 7 de Setembro para obrigar o STF a ser democrático em atos na Paulista
Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Romeu Zema transformam o feriado da Independência em palco de pressão política contra o Supremo Tribunal Federal.
São Paulo — O 7 de Setembro de 2026 não foi apenas uma data de celebração da independência nacional, mas também um momento de forte mobilização política. Na Avenida Paulista, em São Paulo, três presidenciáveis — Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) — participaram de atos que tiveram como alvo central o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes.
Os discursos convergiram em uma narrativa de que o Judiciário estaria extrapolando suas funções e limitando a liberdade política. Flávio Bolsonaro afirmou que “o povo exige que o STF volte a ser democrático e respeite a Constituição”. Renan Santos reforçou a ideia de que “não há independência verdadeira quando um poder se sobrepõe aos demais”. Já Romeu Zema destacou a necessidade de reformas institucionais que “restabeleçam o equilíbrio e impeçam abusos”.
A manifestação reuniu milhares de pessoas, muitas delas vestidas de verde e amarelo, carregando faixas com mensagens de crítica ao STF e pedindo maior transparência nas decisões judiciais. A presença de bandeiras nacionais e símbolos religiosos reforçou o caráter simbólico do ato, que misturou patriotismo com reivindicações políticas.
Analistas avaliam que o tom adotado pelos candidatos busca capitalizar o sentimento de insatisfação de parte da população com o Judiciário. Embora não se tratasse de um evento oficial de campanha, a proximidade das eleições deu às falas um peso estratégico, funcionando como teste de apoio popular.
A Polícia Militar acompanhou os protestos e informou que não houve incidentes graves. O trânsito na região ficou comprometido durante a manhã, e comerciantes relataram queda no movimento devido ao bloqueio de ruas.
O 7 de Setembro, tradicionalmente marcado por celebrações cívicas, consolidou-se neste ano como um espaço de disputa política. A pressão sobre o STF e a defesa de “democracia plena” se tornaram bandeiras centrais de candidatos que buscam se diferenciar na corrida presidencial de 2026.
