Por que a presença de tropas federais em cinco estados pode mudar a logística das urnas
Com aval dos governos estaduais, o TSE autoriza o deslocamento das Forças Armadas a municípios críticos, reforçando a segurança eleitoral em regiões vulneráveis
Imagem: Eurico Zimbres · CC BY-SA 2.5 · fonte/licença
Em manhã de quinta‑feira, soldados da Polícia Militar chegaram a um município do Acre, marcando a primeira presença de tropas federais anunciada pelo TSE para a proteção das urnas.
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou, ainda hoje, o deslocamento de contingentes das Forças Armadas a cinco estados, como medida preventiva para o primeiro turno das eleições de outubro.
Os reforços serão enviados a municípios dos estados de Tocantins, Piauí, Ceará, Acre e Rio de Janeiro; o número exato e os locais ainda não foram divulgados, mas a decisão contou com o aval dos governos estaduais e foi solicitada pelos tribunais regionais eleitorais.
Segundo a legislação eleitoral, a requisição ocorre quando a autoridade local reconhece que a polícia municipal não tem capacidade de garantir a normalidade do pleito. A logística da operação fica a cargo do Ministério da Defesa.
O primeiro turno, marcado para 4 de outubro, escolherá deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro, e cerca de 158 milhões de eleitores estarão aptos a votar.
