Por que a OEA vai observar novamente as eleições brasileiras em 2024?
A missão internacional, firmada em acordo nesta quinta, levará observadores internacionais aos dois turnos e reforçará a transparência do pleito de outubro
A Organização dos Estados Americanos (OEA) confirmou que enviará uma delegação de observadores internacionais para fiscalizar as eleições gerais que acontecerão em outubro no Brasil, atuando nos dois turnos.
O acordo que viabiliza a presença dos observadores foi assinado nesta quinta‑feira (13) pelo secretário‑geral da OEA, Albert Ramdim, e pelo representante brasileiro na organização, Benoni Belli.
Trata‑se de prática padrão nos acordos de cooperação internacional; o Brasil também costuma enviar autoridades ao exterior para acompanhar pleitos estrangeiros.
Esta será a quinta vez que a OEA realiza missão de observação no Brasil, iniciada nas eleições presidenciais de 2018. Na última votação presidencial, em 2022, a entidade concluiu que o processo transcorreu com ordem e normalidade.
Além da OEA, outras entidades internacionais já confirmaram a presença de observadores, como a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), a Liga dos Estados Árabes e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae‑CPLP).
O acompanhamento conjunto visa reforçar a credibilidade do pleito, garantir a transparência e oferecer avaliações técnicas independentes sobre o andamento da votação.
