Parecia campanha tranquila, mas candidatos à presidência viveram maratona de encontros
Em três capitais, a disputa ganhou ritmo ao abordar economia, pequenos negócios e a defesa dos Correios, mostrando que a agenda presidencial já está em plena ação
Imagem: Lalacalle2.jpg: US embassy in Montevideo Pepemujica2.jpg: Roosewelt Pinheiro/ABr derivative work: Shooke (Talk me in spanish, english or italian) · Public domain · fonte/licença
Na manhã de segunda-feira, Augusto Cury subiu ao palco de um auditório em Curitiba e proclamou que o Brasil deve se transformar em um "supermercado do mundo", não apenas em uma fazenda.
Cury também defendeu a ampliação do acesso a financiamentos para micro e pequenos negócios e, mais tarde, participou da inauguração do Comitê do Avante em Gravataí, reforçando a proposta de incentivo à produção nacional.
Em Porto Alegre, Hertz Dias, do PSTU, encontrou trabalhadores dos Correios, reiterando que a empresa deve permanecer pública e estratégica para integrar o país, e denunciou qualquer tentativa de privatização.
Renan Santos, do Missão, concedeu entrevista ao Estado de São Paulo e, à tarde, realizou coletiva para protestar contra a suspensão de sua propaganda eleitoral decidida pelo ministro Dias Toffoli, classificando a medida como "inflação autoritária" e anunciando recurso ao TSE.
Romeu Zema, do Novo, esteve em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba para dialogar com apoiadores da Lava Jato e, depois, conversou com moradores do bairro Santa Cândida sobre combate à corrupção.
Ronaldo Caiado, do PSD, participou de sabatina na Jovem Pan em São Paulo, reuniu‑se com a ANFAVEA e com o SindusCon‑SP, defendendo viabilidade para a indústria e criticando a discussão da escala 6×1 que, segundo ele, prejudica o setor.
Wilson Grassi, do Democrata, dedicou a manhã ao alinhamento com seu comitê de campanha e, à tarde, gravou vídeos de divulgação. Outros candidatos, como Lula, Flávio Bolsonaro e Edmilson Costa, não tiveram agenda pública nesta data.
