O que muda pra você com o fim da escala 6x1? Votação adiada até outubro
A proposta que garantiria dois dias de descanso remunerado e reduziria a jornada para 40 horas foi barrada pela oposição, atrasando a mudança para o pós‑eleições
Imagem: Agência Senado from Brasilia, Brazil · CC BY 2.0 · fonte/licença
Na manhã de quarta‑feira, poucos senadores compareceram ao plenário, o que impossibilitou a votação da PEC 221/2019 que propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT‑AC), explicou que a decisão foi tomada após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, questionar se havia garantia de 49 votos favoráveis. Sem essa segurança, a proposta foi mantida fora da pauta.
A oposição, segundo Randolfe, atuou de forma coordenada. Senadores Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) e Rogério Marinho (PL‑RN) participaram da estratégia que resultou no esvaziamento do plenário, impedindo a votação em dois turnos necessária para aprovar a medida.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a PEC foi aprovada simbolicamente, mas quatro senadores – Rogério Marinho, Hamilton Mourão, Tereza Cristina e Jaime Bagattoli – registraram votos contrários, reforçando a resistência ao texto.
Com a votação adiada, a expectativa é que o próximo debate ocorra na segunda semana de outubro, após o primeiro turno das eleições, quando o governo pretende retomar a discussão com apoio estimado em 53 a 54 senadores.
Enquanto isso, a proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho mantém a escala 6x1 e a jornada de 44 horas, permitindo acordos de jornada flexível entre empregadores e trabalhadores.
