Facebook falha enquanto Meta defende filtro de desinformação eleitoral
Teste da Anistia Internacional mostra que mais da metade dos anúncios falsos sobre a eleição de 2026 foram aprovados pelo Facebook, suscitando dúvidas sobre a eficácia das salvaguardas eleitorais da Meta
Imagem: Eurico Zimbres · CC BY-SA 2.5 · fonte/licença
Em 25 de outubro, a Anistia Internacional Brasil divulgou que, ao submeter 15 anúncios pagos ao Facebook, oito contendo falsas informações eleitorais foram aprovados para publicação futura.
Dos 14 anúncios com conteúdo antidemocrático, a maioria – mais da metade – recebeu aprovação da rede social de propriedade da Meta, embora nenhum tenha sido efetivamente exibido, pois a ONG cancelou a veiculação antes da data prevista.
Os anúncios incluíam chamadas como a de que seria necessária uma "revolução militar" e que os militares retomariam o poder caso a participação fosse inferior a 50%, afirmações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Sete dos anúncios espalhavam alegações enganosas sobre candidatos e instituições, enquanto outros sete continham informações falsas sobre datas, locais e procedimentos de voto, capazes de atrapalhar a capacidade dos eleitores de comparecer às urnas.
A Meta respondeu que a amostra era pequena e que seus processos de análise de anúncios contam com múltiplas camadas de verificação, alegando ainda que investe recursos significativos para proteger o pleito de 2026.
Entretanto, a Anistia Internacional destaca que a rejeição de sete anúncios – inclusive o neutro – ocorreu por questões de verificação de identidade, não por conterem desinformação, o que levanta preocupações sobre a transparência e a eficácia dos mecanismos de moderação da plataforma.
