"Corte de cargos fantasma" Rio exonera 6 mil comissionados e poupa R$ 221 mi
A medida, anunciada pela administração interina de Ricardo Couto, visa eliminar cargos fantasmas e deve gerar R$ 221 milhões de economia até dezembro
Imagem: Governo do Estado do Rio de Janeiro = Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas - CEEP = http://www.ceperj.rj.gov.br/ceep/info_territorios/divis_politico_administrativo.html · CC BY-SA 2.5 · fonte/licença
Na manhã de 21 de agosto, servidores que nunca acessaram sistemas como o SEI foram retirados dos quadros, diminuindo o número de comissionados de 14.340 para 8.195.
A gestão interina do desembargador Ricardo Couto, que assumiu em março após a renúncia de Cláudio Castro, lidera a revisão de cargos e a fusão de secretarias, passando de 32 para 28 pastas.
Até o momento, 6.145 comissionados foram exonerados, enquanto 2.496 novas nomeações, majoritariamente de servidores de carreira, foram efetivadas após avaliação do Gabinete de Segurança Institucional.
Os chamados “cargos fantasmas” apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto, sem exercer efetiva atividade, o que motivou a auditoria da Controladoria Geral do Estado.
Segundo a administração, a economia projetada de R$ 221 milhões considera apenas os cargos que permanecem vagos; novas exonerações podem ocorrer conforme os trabalhos de auditoria avançam.
A política de corte enfatiza a preservação do erário, transparência e eficiência na aplicação dos recursos públicos, alinhada ao objetivo de reduzir gastos e melhorar a gestão estadual.
