Como o fim da jornada 6x1 pode mudar a rotina dos trabalhadores brasileiros
Entenda por que a proposta de acabar com a escala 6x1 e a discussão sobre a taxa das blusinhas ganham força antes das eleições de outubro
Imagem: Eurico Zimbres · CC BY-SA 2.5 · fonte/licença
Na manhã de quarta‑feira, senadores se reuniram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para iniciar a discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6x1, tema que tem mobilizado sindicatos e empregadores.
O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD‑AM), já apresentou parecer favorável e rejeitou as doze emendas apresentadas, mantendo o texto aprovado pela Câmara. Caso a CCJ aprove, a PEC precisará de dois turnos de votação no plenário, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada.
Paralelamente, a Medida Provisória que elimina a chamada "taxa das blusinhas" – imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 – segue para a comissão mista nesta segunda‑feira, às 16h, sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT‑DF). A MP perde validade em 8 de setembro, mas, se aprovada, ainda terá que passar pelos plenários da Câmara e do Senado.
Outras duas MP relacionadas a trabalhadores de aplicativos também entram em pauta: uma simplifica as regras para mototaxistas e motofrete, e outra cria linha de crédito para que entregadores adquiram motos ou bicicletas elétricas. Na Câmara, a primeira votação da MP da taxa das blusinhas está marcada para 31 de agosto, às 18h.
Além dessas discussões, o Congresso avalia projetos como a PEC da Segurança Pública, incentivos ao Redata para data centers, o marco dos minerais críticos e o Orçamento de 2027, que definirão prioridades econômicas e sociais antes das eleições de outubro.
