Por que o Gemini pode ler seus e‑mails corporativos sem que você perceba
Entenda como a integração padrão do Gemini ao Google Workspace abre acesso a Gmail, Drive e Chat, e por que administradores devem agir para proteger a privacidade
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Na manhã de 29 de agosto, um gerente de TI recebeu uma sugestão do Gemini que citava um contrato armazenado no Drive, embora ele nunca tivesse aberto aquele arquivo antes.
O Gemini está ativado por padrão em todas as contas do Google Workspace e utiliza dados de Gmail, Drive, Docs, Agenda e Chat para gerar respostas contextualizadas. Essa integração só deixa de funcionar se o administrador mudar a configuração de "Fontes de Inteligência do Workspace".
Cada usuário mantém suas permissões individuais; o Gemini só acessa informações às quais o colaborador já tem direito. Segundo o Google, os conteúdos da empresa não são usados para treinar os modelos globais de IA nem são compartilhados com outras organizações.
A ferramenta opera com o modelo RAG (Geração Aumentada por Recuperação), fazendo buscas em tempo real na mesma indexação que o Workspace já utiliza. Assim, a IA recebe apenas o contexto necessário para responder a cada solicitação, sem criar um banco de dados próprio.
Para empresas que precisam cumprir normas rígidas de privacidade e governança, o risco está em respostas que combinam trechos de documentos e mensagens diferentes, potencialmente expondo informações confidenciais.
Os administradores podem desativar ou limitar as fontes de dados do Gemini para toda a organização ou grupos específicos, organizando usuários em unidades organizacionais. O procedimento inclui acessar admin.google.com, selecionar "Fontes de Inteligência do Workspace" e ajustar as permissões conforme a política interna.
