Por que carros elétricos precisam de som em baixa velocidade
Entenda como o sistema AVAS gera ruído artificial para proteger pedestres e ciclistas, e quais normas internacionais regulam essa tecnologia no Brasil
Ao contrário da ideia de silêncio total, veículos elétricos emitem um ruído controlado quando circulam em velocidades baixas. Esse som não indica falha mecânica, mas sim a presença de um sistema de segurança chamado Acoustic Vehicle Alerting System (AVAS).
O AVAS utiliza alto-falantes externos para gerar um som contínuo, geralmente entre 20 km/h e 30 km/h, permitindo que pedestres, ciclistas e pessoas com deficiência visual percebam a aproximação do carro.
A obrigatoriedade surgiu após estudos da NHTSA (Estados Unidos) mostrarem maior risco de acidentes envolvendo veículos quase silenciosos. Como resposta, a UNECE definiu o regulamento nº 138, que estabelece requisitos técnicos para o AVAS e tem sido adotado por fabricantes ao redor do mundo.
No Brasil ainda não há legislação específica, mas a maioria dos modelos importados e produzidos localmente segue os padrões internacionais para atender às exigências dos mercados onde são homologados.
Cada marca pode criar sua própria identidade sonora, desde um leve zumbido eletrônico até sons que lembram turbinas ou sintetizadores, respeitando limites de frequência e intensidade definidos pelas normas.
Alguns veículos oferecem um botão para desativar temporariamente o sistema em áreas privadas; porém, nas versões mais recentes o AVAS é reativado automaticamente ao ligar o carro, garantindo a proteção constante.
O objetivo central permanece: melhorar a segurança urbana, reduzindo o número de colisões entre veículos elétricos e vulneráveis que, de outra forma, poderiam não perceber a presença do automóvel.
