Parecia copos de papel, mas ao calor liberam milhões de nanopartículas de plástico
Estudo da Universidade de Queensland revela que copos revestidos com PLA liberam até 12 vezes mais partículas que os de polietileno, levantando questões regulatórias
Imagem: Senado Federal · CC BY 2.0 · fonte/licença
Ao servir um café em um copo de papel, mais de quatro milhões de nanopartículas podem se desprender na bebida, segundo um estudo australiano.
O trabalho analisou dois tipos de copos descartáveis – os revestidos internamente com polietileno (PE) e os com ácido polilático (PLA), um polímero considerado biodegradável. Ambos os revestimentos são aplicados para impedir que o líquido atravesse o papel e para manter a integridade estrutural do copo.
Quando expostos a água quente, os dois materiais liberaram partículas plásticas. Os copos com PLA liberaram aproximadamente 4,3 milhões de nanopartículas por mililitro, enquanto os de PE liberaram cerca de 2,7 milhões, o que corresponde a uma massa total 12 vezes maior nos copos de PLA.
Os pesquisadores enfatizam que ainda não se sabe como essas nanopartículas afetam a saúde humana, mas defendem que materiais em contato com alimentos sejam avaliados quanto à quantidade de micro e nanoplásticos liberados durante o uso cotidiano.
Para os consumidores, a mensagem é de transparência: saber quais revestimentos estão presentes nos copos pode orientar escolhas. Já os reguladores são convidados a incluir testes de liberação de partículas plásticas nas normas de segurança para produtos destinados a bebidas quentes.
