O que o Redata pode mudar nos custos dos data centers brasileiros
A suspensão de impostos federais sobre equipamentos de IA, nuvem e armazenamento pode acelerar investimentos e baixar a conta de energia dos data centers
Imagem: Agência Senado from Brasilia, Brazil · CC BY 2.0 · fonte/licença
Na manhã de terça-feira, senadores assinaram a aprovação do Redata, regime especial que suspende impostos federais sobre equipamentos de data center, inteligência artificial e computação em nuvem.
O projeto de lei cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center, oferecendo um pacote de incentivos fiscais focado na aquisição de hardware e infraestrutura tecnológica.
Com a isenção de tributos federais, empresas podem comprar servidores, storages e equipamentos de rede sem arcar com IPI, PIS/COFINS e outros encargos, reduzindo significativamente o investimento inicial.
Especialistas apontam que a medida pode tornar o Brasil mais atrativo para investimentos estrangeiros em nuvem, melhorar a competitividade das empresas locais e diminuir custos operacionais, como a conta de energia, ao ampliar a eficiência dos centros de dados.
O texto aprovado ainda depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula para entrar em vigor, etapa que deve ocorrer nas próximas semanas.
Para a Associação Brasileira de Data Center, representada por seu vice‑presidente Luis Tossi, o Redata representa “um passo importante para consolidar o país como hub de tecnologia na América Latina”, ao aliviar a carga tributária e estimular a modernização do setor.
Se sancionado, o regime deverá ser implementado nos próximos meses, com empresas iniciando a migração de projetos e a expansão de capacidade de processamento e armazenamento.
