O que muda pra você com o teste abortado do foguete SEBIT no Maranhão
Saiba como a interrupção do voo do SEBIT pode afetar a expansão da infraestrutura aeroespacial brasileira e o avanço de tecnologias suborbitais
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Às 16h30 (horário de Brasília), o foguete híbrido SEBIT decolou do Centro Espacial de Alcântara e, em menos de dez minutos, teve sua missão encerrada ao cair no mar.
Durante o voo, sensores detectaram uma anomalia que desviou a trajetória prevista, obrigando a Força Aérea Brasileira a acionar o Sistema de Terminação de Voo, mecanismo de segurança usado quando o veículo representa risco.
Mesmo com o término antecipado, a INNOSPACE recebeu dados dos sistemas de propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento, que serão analisados para identificar a causa da falha.
Em comunicado, a empresa afirmou que a análise dos registros “fornecerá base importante para melhorar o desempenho do SEBIT e refletir os achados em procedimentos futuros”, reforçando o compromisso com confiabilidade e estabilidade operacional.
O SEBIT é um foguete de estágio único, equipado com motor híbrido de três toneladas, projetado para levar cargas a altitudes de até 100 km, atendendo a missões de pesquisa e testes de tecnologia em ambiente suborbital.
O lançamento contou com a colaboração da ALADA, estatal criada para ampliar o uso comercial da infraestrutura aeroespacial nacional, sinalizando a intenção do Brasil de se tornar um hub para voos suborbitais.
Com os dados em mãos, a INNOSPACE planeja concluir a investigação nas próximas semanas e retomar os testes, enquanto o setor aeroespacial brasileiro acompanha de perto os resultados, que podem influenciar futuros projetos e investimentos.
