O que a aposta de Trump na SpaceX significa para a indústria espacial brasileira
Trump adquiriu ações da SpaceX pouco depois do IPO, levantando dúvidas sobre influência política e oportunidades para o setor aeroespacial brasileiro
Imagem: Bill Ingalls · Public domain · fonte/licença
Em 23 de junho, poucos dias após a SpaceX abrir seu capital, Donald Trump adquiriu ações da empresa, conforme registro financeiro divulgado pelo governo dos EUA. O investimento ficou entre US$ 15.001 e US$ 50 mil, valor apresentado em faixa nas declarações federais.
O IPO da SpaceX ocorreu em 12 de junho, levantando US$ 75 bilhões – a maior oferta pública inicial da história dos Estados Unidos – e valorizando a companhia em cerca de US$ 1,77 trilhão. As ações foram lançadas a US$ 135 cada.
A compra chega em um momento de estreita relação entre Trump e Elon Musk, que apesar de um breve desentendimento no ano passado, retomaram proximidade. Musk chegou a acusar Trump de reter documentos do DOJ relacionados a Jeffrey Epstein.
SpaceX tem ampliado contratos com o governo federal e se beneficia das políticas de desregulamentação adotadas na gestão Trump, fato que aumenta a relevância de sua presença no portfólio do presidente.
A Casa Branca esclareceu que a carteira de investimentos de Trump é administrada por instituições financeiras terceirizadas, que seguem índices como o Schwab 1000, e que o presidente não decide nem influencia a escolha ou o momento das compras.
Além disso, a SpaceX pressionou índices de mercado para acelerar sua inclusão, permitindo que fundos e carteiras que replicam esses índices passem a deter suas ações sem compra direta dos investidores.
