FLOW CODING! O Vibe Coding morreu
Publicitário lança método próprio para treinar a mente a criar com inteligência artificial e divide opiniões no mercado de tecnologia
Existe um consenso incômodo se formando entre desenvolvedores, criadores de conteúdo e donos de pequenos negócios: o "vibe coding" — termo popularizado para descrever a prática de pedir para uma inteligência artificial "codar" algo com base numa sensação vaga do que se quer — atingiu seu limite. Funciona para protótipos rápidos e experimentos de fim de semana. Mas quebra exatamente no momento em que alguém tenta transformar aquilo em produto, em sistema, em negócio de verdade.
É nesse vácuo que surge o FLOW CODING, método criado pelo empresário e comunicador Thiago Dias Schwanz, publicado em livro homônimo pela Híbridda Editora. A proposta central é simples de enunciar e, segundo o autor, difícil de ignorar depois que se entende: a inteligência artificial não obedece quem sabe programar. Obedece quem sabe pensar.
Schwanz não é um nome novo em criar do zero. Santista, começou revendendo doces na escola ainda criança, abriu a primeira empresa formal aos dezessete anos, e depois de décadas passando por rádio, TV, publicidade e tecnologia, fundou e viu desabar uma empresa de comunicação visual que chegou a atender gigantes como Carrefour, Ambev e Petrobras. Foi dessa trajetória de construir, quebrar e reconstruir que nasceu a tese central do livro: a diferença entre quem cria algo relevante com IA e quem produz apenas mais um protótipo descartável não está na ferramenta — está no método de pensamento de quem está do outro lado da tela.
O livro apresenta um sistema completo de raciocínio aplicado à criação com inteligência artificial, ilustrado por um estudo de caso real: um sistema de atendimento automatizado via WhatsApp construído inteiramente com ferramentas gratuitas, sem depender de servidores pagos ou de infraestrutura cara — prova prática de que a barreira para criar tecnologia real deixou de ser dinheiro ou conhecimento técnico formal.
O que torna o FLOW CODING um tema controverso é justamente sua promessa mais ousada: qualquer criador de conteúdo, qualquer pequeno empreendedor, qualquer pessoa disposta a organizar o próprio pensamento antes de abrir uma janela de chat, pode se tornar capaz de construir sistemas que antes exigiam equipes inteiras de desenvolvimento — e, a partir disso, construir novos modelos de negócio e renda com o que aprendeu. Para os críticos, é uma promessa grande demais. Para os defensores, é exatamente a ruptura que o momento da IA generativa pedia.
Entre o ceticismo de quem acha que é hype reciclado e o entusiasmo de quem já está aplicando o método, uma coisa parece certa: o vocabulário está mudando. E onde antes se falava em "vibe coding", agora um número crescente de criadores fala em Flow Coding.
O livro completo, com o método, os bastidores do case prático e os frameworks de pensamento desenvolvidos por Schwanz, está disponível para compra em thiagoschwanz.com.br.
