Estados Unidos registra queda no ritmo de aumento salarial por inteligência artificial
Pesquisa da Apollo Global Management mostra que a IA diminuiu 6,7 p.p. o crescimento salarial, impactando mais quem ganha menos e gerando compressão de renda
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Em 2024, profissionais de áreas altamente automatizadas viram seus salários crescerem 6,7 pontos percentuais a menos que a média nacional, segundo levantamento da Apollo Global Management.
A pesquisa avaliou a exposição de 321 ocupações ao uso da ferramenta Claude, da Anthropic, medindo quanto a inteligência artificial já integra tarefas cotidianas.
Os trabalhadores de menor renda foram os mais atingidos, registrando uma perda relativa de 10,7% na evolução dos ganhos, enquanto setores menos expostos mantiveram crescimento próximo ao padrão.
Apesar do temor de que a IA eliminaria postos de trabalho, o estudo não encontrou evidências estatísticas de demissões em larga escala nas profissões analisadas.
Os resultados apontam trajetórias divergentes: programadores sofreram queda de 17,2% nas vagas e redução salarial real de 6,1% entre 2022 e 2024, enquanto analistas financeiros registraram aumento de 16,9% na criação de empregos no mesmo intervalo.
Os autores concluem que há compressão salarial, com a produtividade gerada pela IA não se traduzindo em salários maiores, sobretudo na base da pirâmide, e ressaltam que a análise se baseia em uma única ferramenta e cobre um período ainda curto para previsões definitivas.
