Depois de adotar arquitetura zonal, montadoras cortam peso e cabos nos carros elétricos
A mudança reduz custos de produção, melhora a eficiência energética e permite atualizações de software, aproximando veículos de smartphones
Imagem: Alain Rouiller · CC BY-SA 2.0 · fonte/licença
Em uma linha de montagem da Rivian, 1,6 milha de cabos foi retirada ao implementar a arquitetura zonal, resultando em 20 kg a menos no veículo.
Até pouco tempo atrás, os carros eram construídos como redes de fios extensas, ligando cada sensor e atuador a uma central única. Esse chicote pesado elevava o custo de produção e dificultava a manutenção.
A arquitetura zonal reorganiza o veículo em áreas distintas, cada uma controlada por unidades eletrônicas mais potentes. Assim, o número de módulos cai drasticamente, reduzindo a quantidade de fios e o peso total.
Com menos módulos, a Rivian conseguiu reduzir de 17 para apenas 7 os eletrônicos principais, enquanto a Porsche, com seu Porsche Connect, demonstra como a integração de software transforma o carro em extensão do smartphone.
Além da economia física, a abordagem permite atualizações remotas de funções, trazendo a flexibilidade dos smartphones para a mobilidade. Essa evolução aponta para veículos cada vez mais definidos por software, capazes de ganhar novas capacidades sem intervenções mecânicas.
