Depois da ação da Sony e Warner, Anthropic enfrenta acusação de pirataria de músicas
A Sony Music e a Warner Music alegam que a Anthropic usou torrents e scraping para alimentar seu modelo Claude, levantando debate sobre direitos autorais na IA
Imagem: Tom Harpel from Seattle, Washington, United States · CC BY 2.0 · fonte/licença
Em 28 de agosto, a Sony Music e a Warner Music apresentaram uma ação judicial conjunta contra a Anthropic, alegando que a startup utilizou obras musicais protegidas sem autorização para treinar seu modelo de IA Claude.
Segundo a denúncia, a empresa teria realizado uma campanha sistemática de torrenting, scraping e download massivo de arquivos de áudio, violando direitos autorais em escala que os autores descrevem como um dos maiores roubos de propriedade intelectual da história.
A acusação segue outras demandas recentes: no início do ano, a Concord Music Group e a Universal Music Group processaram a Anthropic por supostamente baixar mais de 20 mil músicas protegidas, requerendo mais de US$ 3 bilhões em reparação. Um caso anterior, movido por autores, terminou em acordo de US$ 1,5 bilhão, considerado recorde.
O modelo Claude, desenvolvido pela Anthropic, aprende a gerar texto e respostas a partir de grandes volumes de dados. O uso de músicas protegidas como parte desse corpus levanta questões sobre a legalidade do treinamento de IA com conteúdo protegido por direitos autorais.
Especialistas alertam que a prática pode redefinir fronteiras entre inovação tecnológica e respeito à propriedade intelectual, pressionando legisladores a atualizar normas de uso de obras digitais em algoritmos de aprendizado de máquina.
A Anthropic ainda não se pronunciou oficialmente sobre as alegações, mantendo silêncio nas redes e nos canais de imprensa.
O desfecho do processo pode estabelecer precedentes importantes para a indústria musical e para demais setores que dependem de grandes bases de dados para desenvolver inteligência artificial.
