Como um radar solar, IA tenta detectar tempestades antes que apareçam
Modelo EarlyDetect usa IA para analisar a superfície solar e avisar até 12 horas antes de áreas ativas se tornarem visíveis, ajudando a proteger satélites e redes
Imagem: Openverse · CC0 1.0 · fonte/licença
Na última semana, sensores registraram um aumento súbito de radiação na camada superior do Sol, ainda sem manchas visíveis a olho nu.
Para antecipar esses eventos, pesquisadores passaram a aplicar inteligência artificial em imagens e medições sub‑superficiais, criando o modelo EarlyDetect. O algoritmo examina padrões ocultos e consegue apontar regiões ativas até 12 horas antes de aparecerem nos observatórios convencionais.
Com previsões mais precoces, operadoras de satélites e gestores de redes elétricas podem adotar medidas de mitigação, reduzindo possíveis danos causados por tempestades solares.
Entretanto, o modelo ainda enfrenta um obstáculo: a escassez de dados de treinamento e a dificuldade de validar as previsões até que a atividade se torne observável, o que limita a confiança plena nas alertas emitidas.
Os cientistas pretendem ampliar a base de dados incorporando medições de múltiplos observatórios espaciais e terrestres, além de refinar os algoritmos de aprendizado para melhorar a taxa de acerto.
Se superado, o EarlyDetect pode se tornar uma ferramenta estratégica para proteger infraestrutura crítica, sobretudo em países como o Brasil, que dependem cada vez mais de serviços baseados em satélite.
