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Tecnologia

A primeira vacina mRNA brasileira entra em testes humanos e pode servir como plataforma

Com aprovação da Anvisa, a Fiocruz inicia a fase 1 em 2027, abrindo caminho para usar a tecnologia mRNA contra câncer, dengue e outras doenças tropicais

Por Equipe Comunicado de Imprensa · 02 set. 2026 às 09:19
A primeira vacina mRNA brasileira entra em testes humanos e pode servir como plataforma

Imagem: Openverse · CC0 1.0 · fonte/licença

Em um laboratório da Fiocruz, pesquisadores preparam a primeira dose da nova vacina mRNA que será administrada a voluntários no primeiro trimestre de 2027.

A Anvisa concedeu a liberação necessária para que a fase 1 avance, permitindo que o imunizante – desenvolvido inteiramente no Brasil, desde o código genético até a nanopartícula lipídica – seja testado em humanos.

Além de proteger contra as variantes atuais da Covid‑19, a tecnologia de mRNA funciona como uma plataforma que pode ser adaptada rapidamente para outras doenças, como câncer, dengue, malária e doença de Chagas, segundo projetos em andamento nos institutos nacionais.

Estudos preliminares em animais já mostraram que a entrega de mensagens genéticas via mRNA pode reduzir tumores sólidos em até 85 %, e pesquisadores buscam ainda simplificar terapias CAR‑T usando nanopartículas ao invés de manipulação laboratorial de células.

O Ministério da Saúde destinou R$ 210 milhões para ampliar essas pesquisas, envolvendo Fiocruz, Butantan e o CT‑Vacinas de Minas Gerais, com o objetivo de colocar o Brasil na vanguarda da biotecnologia de mRNA.

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