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Sophie Cunningham, estrela da WNBA, provoca debate nacional ao criticar atletas trans e recebe apoio da Casa Branca

Jogadora do Indiana Fever defende “proteção às jovens mulheres” e ganha respaldo oficial em meio a uma das batalhas culturais mais intensas dos Estados Unidos.

Por Flávio Cavalcanti · 29 jul. 2026 às 13:25
Sophie Cunningham, estrela da WNBA, provoca debate nacional ao criticar atletas trans e recebe apoio da Casa Branca
A jogadora Sophie Cunningham, uma das figuras mais populares da WNBA e estrela do Indiana Fever, tornou-se protagonista de uma polêmica que ultrapassou os limites do esporte. Em entrevista à ESPN, Cunningham afirmou que deseja “proteger as jovens mulheres em vestiários e no esporte”, defendendo que atletas femininas não deveriam competir contra “homens biológicos”. A declaração, feita também a repórteres antes de uma partida, rapidamente viralizou e dividiu opiniões. A repercussão foi imediata. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, saiu em defesa da atleta, classificando a reação “esquerdista” contra Sophie como “ridícula” e “estarrecedora”. Segundo Leavitt, o presidente Donald Trump “está seguindo a história” e trata o tema com paixão, refletindo o que considera ser o sentimento de grande parte da população americana. O episódio ocorre em meio a uma das batalhas culturais mais intensas dos Estados Unidos. No ano passado, Trump assinou uma ordem executiva proibindo atletas transgênero de competirem em esportes femininos, permitindo que agências federais suspendam o financiamento de instituições que resistirem. Em paralelo, a Suprema Corte confirmou leis em mais de duas dezenas de estados republicanos que restringem a participação de atletas trans em competições escolares femininas. Defensores dessas medidas afirmam que elas são necessárias para garantir competição justa e preservar oportunidades para meninas e mulheres. Críticos, por outro lado, argumentam que tais leis discriminam um número pequeno e vulnerável de estudantes, transformando o esporte em campo de batalha político. Sophie, que se descreve como “pouco política” e “centrista”, insiste que suas declarações refletem convicções pessoais e não ódio à comunidade trans. “Eu nunca disse que odeio a comunidade trans. Acredito que há espaço para todos”, afirmou após uma vitória do Fever sobre o Connecticut Sun. “Mas quando se trata de proteger meninas e mulheres jovens no esporte, tenho opiniões muito fortes sobre isso.” A postura da jogadora contrasta com a da própria WNBA, que não adotou restrições semelhantes às de outras organizações esportivas. Em comunicado, o Indiana Fever destacou que “as jogadoras são adultas e ponderadas, com suas próprias perspectivas e opiniões, e essas opiniões pertencem a elas”. Enquanto parte da torcida e comentaristas esportivos criticaram duramente Sophie, chamando suas falas de “nojentas”, a atleta manteve firme sua posição. “Não me importo com o que os outros têm a dizer. Eu sei quem eu sou. Meu povo sabe quem eu sou e espero estar orgulhando-os e abrindo caminho para um futuro melhor para as crianças do nosso mundo.” O caso de Sophie Cunningham ilustra como o esporte feminino nos Estados Unidos se tornou palco de debates sociais e políticos mais amplos. Entre a defesa da inclusão e a busca por regras de competição consideradas justas, a discussão segue polarizada, com atletas, torcedores, políticos e instituições em lados opostos de uma questão que promete permanecer no centro das atenções.
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