Por que os drones importados podem comprometer a segurança dos EUA
O relatório do secretário de Comércio aponta vulnerabilidades na cadeia de suprimentos e propõe tarifas e incentivos à produção nacional
O presidente dos EUA assinou, nesta semana, uma decisão que ajusta as importações de drones e componentes, com base em relatório de 90 dias do secretário de Comércio que identificou ameaça à segurança nacional.
Segundo o estudo, os sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS) são essenciais para operações militares, vigilância, pesquisa científica, agricultura, resposta a desastres e proteção de infraestruturas críticas.
Entretanto, a maior parte desses equipamentos e peças-chave – como motores, controladores eletrônicos, baterias de íon‑lítio e estações de acoplamento – são fabricados no exterior, criando vulnerabilidades estratégicas e riscos cibernéticos, já que o software pode enviar dados ao fabricante estrangeiro.
O relatório constatou ainda que a indústria doméstica não produz quantidade suficiente de drones e componentes para atender às necessidades de segurança, especialmente em situações de conflito ou aumento súbito de demanda.
Como resposta, o secretário recomendou a imposição de tarifas ad valorem elevadas sobre drones com peso máximo acima de 25 kg e sobre estações de acoplamento, além de tarifas menores para unidades mais leves. Também propôs um período de carência para certas peças críticas e a criação de um programa de onshoring que concederia tratamento tarifário preferencial a empresas que instalem fábricas nos EUA.
Essas medidas visam reduzir a dependência de cadeias de suprimentos vulneráveis, estimular a produção nacional e proteger a segurança econômica e militar dos Estados Unidos.
