Por que EUA vai usar empresas de tecnologia contra o cibercrime transnacional
Governo dos EUA cria programa que permite ao setor privado conduzir vigilância e operações cibernéticas contra organizações criminosas globais, sob controle federal
O presidente dos Estados Unidos, exercendo autoridade constitucional, emitiu um memorando que amplia o combate ao cibercrime transnacional ao integrar a expertise do setor privado.
O objetivo central é neutralizar fraudes e esquemas digitais que ameaçam cidadãos, empresas e a segurança nacional, conforme estabelecido na Ordem Executiva 14390 de 6 de março de 2026.
Para isso, o National Coordination Center (NCC) criará e gerirá um programa que autoriza empresas qualificadas a executar operações de vigilância cibernética e operações de efeitos cibernéticos contra organizações criminosas estrangeiras, sob controle conjunto de diretores executivos do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna.
As empresas participantes deverão firmar contratos com o DOJ ou o DHS, passar por rigorosa avaliação de capacidade técnica, segurança de instalações e vetting de pessoal, além de manter uma fiança mínima de US$ 1 milhão.
Essas companhias poderão trocar informações com outras entidades privadas e com agências federais, estaduais, locais e tribais para identificar ameaças e propor respostas cibernéticas ao NCC.
O NCC tem até 60 dias para definir procedimentos operacionais que garantam total supervisão governamental e conformidade com a Constituição, a lei 18 U.S.C. § 1030 e obrigações internacionais dos EUA.
Com a iniciativa, o governo busca transformar a inovação do setor privado em vantagem ofensiva, reforçando a proteção dos americanos contra redes criminosas digitais globais.
