O que o acordo de petróleo dos EUA com a Venezuela indica sobre a hegemonia energética
Com controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris, o pacto promete energia barata para os EUA e impulsiona a recuperação econômica da Venezuela
Na manhã de segunda‑feira, o secretário de Estado Marco Rubio assinou, ao lado do secretário de Guerra Pete Hegseth, o documento que transfere ao governo dos EUA o controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano.
Trata‑se do maior contrato petrolífero da história, que eleva as reservas comprovadas dos Estados Unidos de cerca de 46 bilhões de barris para mais de 111 bilhões, consolidando uma posição dominante no hemisfério ocidental.
O acordo garante ao governo americano direitos de governança, propriedade econômica e um fornecimento garantido a baixo custo de uma nova empresa privada venezuelana, que passará a ser a segunda maior companhia petrolífera privada do mundo em termos de reservas.
Segundo a administração Trump, a operação não acarretará nenhum gasto direto para os EUA, ao mesmo tempo em que assegura energia estável e de baixo preço para o país ao longo do próximo século.
Para a Venezuela, a privatização e o investimento estrangeiro são apresentados como pilares de um plano de estabilização, reconstrução e transição democrática, visando revitalizar a produção e gerar recursos para a recuperação econômica.
O pacto também representa uma resposta à presença de empresas russas e chinesas que, até então, controlavam grande parte dos campos adicionais. Ao expulsar esses atores, Washington reforça a Doutrina Monroe e reduz a influência de adversários na região.
