O que muda pra você com a nova política de importação de polissilício nos EUA
O secretário de Comércio alerta que a dependência de importações de polissilício ameaça a segurança nacional e a competitividade dos setores de semicondutores e energia solar dos EUA
Imagem: Daniel Schwen · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Com estoques globais de polissilício atingindo 400 mil toneladas no fim de 2024, Washington decidiu intervir para proteger a cadeia de suprimentos estratégica do país.
O secretário de Comércio, em relatório apresentado ao presidente, constatou que o material é essencial para semicondutores – base de todos os dispositivos digitais e de sistemas de defesa como radares, comunicações e mísseis – e para produtos solares usados em programas militares e em inovações de IA.
Desde 2005, a participação dos EUA na capacidade mundial de produção de polissilício caiu de 50% para menos de 2%, enquanto a fatia na fabricação de wafers de semicondutores passou de 37% em 1990 para 10% em 2024. No setor solar, o país depende quase que totalmente de importações.
Com base nessas constatações, o governo recomenda a criação de um programa de preço mínimo de importação (MIP) e a aplicação de uma tarifa ad valorem de 15% sobre derivados de polissilício. Paralelamente, será lançado um programa de onshoring para estimular a construção de fábricas de polissilício, lingotes, wafers e células nos Estados Unidos.
Se implementadas, as medidas devem revitalizar a indústria doméstica, garantir abastecimento seguro para setores críticos e reduzir a vulnerabilidade da nação a distorções do mercado internacional.
