Marinha dos EUA troca lançadores eletromagnéticos por vapor: o que muda nos porta-aviões?
O governo define plano para simplificar projetos, reduzir custos e estimular a indústria naval americana, com investimento estrangeiro sob o Modelo Finlândia
O presidente dos Estados Unidos, usando a autoridade constitucional, emitiu um memorando que visa reconstruir a Marinha e revitalizar a base industrial de construção naval do país.
O documento aponta que projetos complexos e mudanças iterativas têm causado atrasos, custos elevados e cancelamentos em seis programas principais de construção de navios, gerando um grande acúmulo de pedidos.
Entre as primeiras medidas, o Secretário de Defesa deve, em até 60 dias, apresentar um plano para substituir o Sistema de Lançamento Eletromagnético e os elevadores avançados de armas por sistemas de vapor e hidráulico nos futuros porta-aviões, começando com o CVN‑81.
O memorando também introduz o chamado "Modelo Finlândia", que permite que fornecedores estrangeiros construam estaleiros nos EUA, contratem e treinem trabalhadores americanos, licenciem tecnologias e criem cadeias de suprimentos locais. Até três classes de navios podem seguir esse modelo.
Além disso, o Secretário de Defesa deve, em até 90 dias, propor um novo método competitivo para a aquisição de navios de superfície e de navios de reabastecimento, garantindo que projetos maduros não sofram alterações sem aprovação superior.
Por fim, o plano inclui a criação de um quinto estaleiro naval público, visando ampliar a prontidão de submarinos nucleares e porta-aviões, com participação do setor privado.
