Depois de aumento de tarifas e seca, preço da carne bovina sobe nos EUA
A medida amplia a cota de cortes magros da Argentina em 300 mil toneladas, buscando conter a alta dos preços e garantir proteína aos consumidores americanos
Os preços da carne bovina alcançaram níveis recordes nas prateleiras americanas, pressionando o orçamento das famílias e motivando o governo a agir.
Na Proclamação 11010, assinada em 6 de fevereiro de 2026, o presidente aumentou a cota de importação de cortes magros (lean beef trimmings) da Argentina em 300 mil toneladas, além de já ter elevado em 80 mil toneladas a quantidade permitida para o ano. Essa medida temporária busca ampliar a oferta de carne moída a preços mais acessíveis.
O ajuste ocorre enquanto a produção interna enfrenta múltiplos desafios: a criação de gado nos EUA está em seu nível mais baixo em 75 anos, afetada por restrições de importação de animais vivos do México para evitar a infestação do verme New World Screwworm, além de secas, incêndios florestais e políticas da administração anterior que reduziram o rebanho.
Segundo o Departamento de Agricultura, a produção de carne deve cair cerca de 4 % em 2026, ao passo que o consumo doméstico tende a crescer, impulsionado pela percepção de qualidade e benefícios à saúde. Sem novas intervenções, os preços elevados devem persistir.
O presidente ressaltou que a medida será revisada: se a importação adicional não resultar em redução efetiva dos preços ao consumidor, o governo poderá encerrar a cota ampliada para evitar ganhos indevidos aos produtores estrangeiros.
