"Reajustes só para grandes grupos", ANS suspende cautelar contra Hapvida
Entenda por que a medida cautelar da ANS foi revertida e como isso afeta os planos coletivos de grandes empresas
Imagem: Senado Federal · CC BY 2.0 · fonte/licença
Na manhã de sexta‑feira, 21 de junho, a diretoria colegiada da ANS comunicou a suspensão da medida cautelar que havia sido imposta à Hapvida Assistência Médica S.A.
O anúncio foi resultado de um encontro no Rio de Janeiro entre representantes da agência e a operadora, onde o vice‑presidente de Relações Institucionais, Gustavo Ribeiro, e o CEO Lucas Adib detalharam o alcance das mudanças anunciadas.
Segundo a empresa, as alterações de preços se aplicam exclusivamente a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais, excluindo contratos individuais, coletivos por adesão e aqueles de pequenas e médias empresas.
A ANS, por sua vez, instituiu um monitoramento regulatório para acompanhar a eventual implementação das medidas, garantindo que eventuais impactos aos consumidores sejam detectados antecipadamente.
Wadih Damous, diretor‑presidente da ANS, ressaltou que a cautelar inicial visava prevenir prejuízos a uma massa significativa de beneficiários e que, com a suspensão, não há impedimento para que a Hapvida negocie os reajustes nos contratos coletivos mencionados.
