Por que o sarampo volta a ameaçar São Paulo? Vacine-se agora
A Secretaria de Saúde de SP registra 23 casos e intensifica a campanha nas UBS de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo; veja quem pode tomar a vacina e quem deve evitar
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo divulgou a confirmação de 23 casos de sarampo no estado, dois deles importados, e alertou para a necessidade urgente de vacinação nas áreas mais afetadas.
Dos pacientes, 16 não tinham histórico de vacinação completa, evidenciando a vulnerabilidade de bolsões de pessoas não vacinadas que facilitam a propagação do vírus.
A campanha está concentrada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, atendendo a população de 6 meses a 59 anos. A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência grave e quem tem alergia grave ao componente da fórmula.
Quem vai se deslocar temporariamente para esses municípios deve checar a caderneta de vacinação e atualizar as doses em atraso, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
Especialistas da Sociedade Brasileira de Imunizações ressaltam que, com cobertura vacinal acima de 95 %, o vírus encontra “parede blindada”. Quando a taxa cai para 70 %, surgem “janelas” que permitem a transmissão, sobretudo em comunidades com baixa adesão.
Para conter novos focos, a SES recomenda isolamento imediato de casos suspeitos, uso de máscara e bloqueio vacinal dos contatos dentro de 72 horas, estratégia que corta a cadeia de transmissão do sarampo.
