O que a vacinação da Operação Gota significa para 20 aldeias indígenas da Amazônia
A operação, que segue até 6 de setembro, leva vacinas a aldeias isoladas do Amapá e Norte do Pará, reforçando a saúde indígena na região amazônica
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Nesta manhã de domingo, helicópteros da Força Aérea Brasileira pousaram nas clareiras de duas aldeias do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá, descarregando caixas de vacinas destinadas a 20 comunidades remotas.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena e o Ministério da Defesa, ampliou o alcance da campanha, que agora cobre áreas do Amapá e do Norte do Pará, onde a geografia dificulta o transporte terrestre.
Durante o primeiro semestre de 2026, a Operação Gota já havia visitado 112 aldeias, aplicado 13 mil doses e imunizado mais de 8 mil indígenas nos territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari.
Antes de cada missão, os DSEIs realizam levantamentos detalhados para identificar as comunidades com maior dificuldade de acesso e definir a quantidade necessária de vacinas, insumos e equipe de saúde.
Além da vacinação, as equipes aproveitam a presença para oferecer atendimento médico geral, avaliação nutricional e outras intervenções de saúde conforme as necessidades detectadas em cada local.
Entre 10 e 20 de setembro, a operação será estendida ao Médio Rio Purus, garantindo a continuidade da imunização em mais aldeias isoladas.
Essa iniciativa reforça o compromisso do governo federal em proteger a saúde dos povos indígenas, reduzindo vulnerabilidades frente a doenças evitáveis e fortalecendo a presença do Estado nas áreas mais afastadas da Amazônia.
