Entenda como Brasil entra em estudo global para buscar cura da hepatite B
A pesquisa, liderada por Johns Hopkins, analisa 600 pacientes de seis países para entender a resposta imunológica e acelerar a eliminação da hepatite B até 2030
Imagem: MisterSanderson · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Em julho, a professora Tânia Reuter já havia recrutado 40 pacientes para iniciar o acompanhamento de 600 indivíduos ao longo de quatro anos e meio, visando entender as variantes da hepatite B.
O consórcio internacional, coordenado pela Faculdade de Medicina da Johns Hopkins, reúne equipes do Brasil, Índia, Senegal, Uganda e dos EUA. No Brasil, participam o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da UFES e a Universidade de São Paulo.
Serão observados 150 pacientes em cada país, incluindo 75 sob a responsabilidade da equipe brasileira. O estudo analisa tanto a dinâmica viral quanto as respostas imunológicas, com foco especial em casos de coinfecção por HIV.
Entre os objetivos está identificar marcadores genéticos que protejam contra a progressão rápida da doença e descobrir subpartículas virais que possam servir de alvos para novos fármacos, como imunomoduladores. A meta global é eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030.
A hepatite B, responsável por grande parte dos casos de câncer hepático, afeta cerca de 240 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, foram confirmados 276,6 mil casos entre 2000 e 2022, reforçando a importância de pesquisas que possam mudar o panorama da prevenção e do tratamento.
