De casos isolados a alerta nacional: febre do Nilo Ocidental não gera pânico
Especialistas dizem que, apesar de dois casos confirmados em SP, menos de 1% evolui para forma grave; a vigilância foca em aves e mosquitos Culex
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Em Ribeirão Preto, uma mulher de 34 anos foi diagnosticada com febre do Nilo Ocidental após voltar de viagem à região amazônica, sendo o primeiro caso humano registrado no estado.
O vírus, pertencente ao grupo dos arbovírus que inclui dengue, zika e chikungunya, é transmitido principalmente pelo mosquito Culex, que adquire o agente ao picar aves infectadas.
Estima‑se que cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam sintomas, geralmente leves, como febre e dores musculares; menos de 1% evoluem para complicações neurológicas graves, como encefalite ou meningite.
Não há vacina nem antiviral específico para a doença; o manejo clínico se baseia em hidratação, repouso e, nos casos críticos, suporte intensivo em unidades de terapia.
As autoridades de saúde reforçam a necessidade de mapear casos, monitorar mortalidade de aves e controlar a população de mosquitos Culex nas áreas de risco.
Além dos dois pacientes paulistas, o Ministério da Saúde registrou dois casos em Santa Catarina – um deles fatal – e um provável no Piauí, mantendo vigilância epidemiológica e laboratorial em todo o país.
