Brasil amplia oferta de trombolíticos em UPAs e SAMU 192 para infarto e AVC
Com a lei 5.972/2023, o SUS garante que unidades de pronto atendimento e o SAMU 192 passem a ter trombolíticos disponíveis, reduzindo o tempo de tratamento para infarto agudo do miocárdio e AVC isquêmico
Imagem: Agência Brasília from Brasília, Brasil · CC BY 2.0 · fonte/licença
Em 2025, o SUS registrou 292 mil atendimentos por AVC, sendo 218 mil casos isquêmicos, e entre 300 mil e 400 mil infartos ao ano, reforçando a urgência de melhorar o acesso a terapias rápidas.
A nova Lei nº 5.972/2023, sancionada em 2 de julho, autoriza a ampliação da oferta de trombolíticos – medicamentos que dissolvem coágulos – nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), permitindo iniciar o tratamento antes de procedimentos como a angioplastia.
O Ministério da Saúde criou o Comitê de Acompanhamento das Linhas de Cuidado para AVC e IAM, que vai definir diretrizes, regular a distribuição e monitorar a implementação em todo o país, em parceria com sociedades médicas.
Atualmente, 102 unidades do Samu 192 estão habilitadas para administrar trombolíticos, concentrando-se no Ceará (28 unidades), Minas Gerais (22) e Sergipe (16). Experiências piloto já indicam que o uso adequado pode reduzir em até 50% as mortes por infarto.
O ministro Alexandre Padilha ressaltou que “tempo é vida” e que a ampliação dos trombolíticos pode mudar a história natural do infarto no Brasil, garantindo que pacientes recebam o medicamento no momento crítico, seja na UPA ou no SAMU.
