Antes de o vírus se espalhar, saiba os sintomas da febre do Nilo Ocidental
Com os primeiros casos confirmados em São Paulo, entenda como a doença se manifesta, quem está em risco e as medidas de prevenção recomendadas
Imagem: Alvesgaspar · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Na manhã de segunda‑feira, equipes de saúde de Ribeirão Preto confirmaram o primeiro caso de febre do Nilo Ocidental no estado, marcando um alerta para a população paulista.
Os sintomas mais comuns da doença incluem febre, mal‑estar, falta de apetite e manchas na pele. Apenas cerca de 20% dos infectados desenvolvem manifestações clínicas, que costumam ser leves, mas podem evoluir para quadros graves como encefalite ou meningite.
Quando surgem sinais neurológicos – confusão mental, diminuição da consciência, tremores ou convulsões – a recomendação é buscar atendimento médico imediato, pois o risco de complicações aumenta significativamente.
Não existe vacina nem antiviral específico para o vírus; o tratamento foca no alívio dos sintomas e no suporte ao organismo, com diagnóstico baseado na avaliação clínica e exames laboratoriais, sobretudo se o paciente esteve em áreas com presença do vetor.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, Tatiana Lang D’Agostini, reforça que a prevenção depende da redução da reprodução e da picada de pernilongos, usando repelentes, telas nas janelas e eliminando focos de água parada, enquanto a vigilância epidemiológica permanece intensificada em todo o país.
