Ele "ressuscitou"? Inri Cristo aparece vivo e detona boato de morte que viralizou na Sexta-Feira Santa
Líder religioso de 78 anos gravou vídeo negando fake news sobre sua própria morte e disse que ainda não pode "desencarnar" porque sua missão na Terra não terminou
Boatos de morte que circulam nas redes sociais não são novidade, mas quando o "morto" é alguém que se autodeclara a reencarnação de Jesus Cristo, a ironia rende repercussão extra. Foi o que aconteceu neste ano com Inri Cristo, líder religioso de 78 anos, alvo de informações falsas sobre seu falecimento que se espalharam justamente durante a Sexta-Feira Santa.
A confusão ganhou tamanha proporção que a equipe de Inri Cristo decidiu se manifestar publicamente. Em vídeo divulgado nos perfis oficiais do religioso no sábado seguinte, a assessoria afirmou que ele está vivo e seguindo normalmente com sua rotina de atividades. No próprio registro, Inri Cristo comentou o episódio e brincou que não poderia "desencarnar" naquele momento, já que ainda precisa cumprir a missão que, segundo ele, lhe foi confiada na Terra.
Nascido Álvaro Thais, em Indaial, Santa Catarina, o religioso obteve na Justiça, em 2024, o direito de usar oficialmente o nome pelo qual ficou conhecido nacionalmente. Ele é fundador da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, a Soust, criada em 1982 e sediada em Brasília. A organização reúne seguidores em torno de princípios filosóficos e espirituais próprios, com regras de conduta e estrutura hierárquica interna.
A notoriedade de Inri Cristo no Brasil remonta às décadas de 1990 e 2000, período em que ele se tornou figura recorrente em programas de televisão, muitas vezes retratado com tom de humor por conta de suas declarações polêmicas e por se apresentar como a reencarnação de Jesus. O próprio nome que adotou carrega essa simbologia: "INRI" remete à expressão em latim Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, tradicionalmente associada à inscrição na cruz de Jesus segundo o relato cristão, enquanto "Cristo" vem do grego e significa "ungido".
Este não é o primeiro episódio do tipo. Boatos sobre a morte do religioso já haviam circulado em anos anteriores, também em datas do calendário cristão, o que reforça entre seus seguidores e críticos a leitura de que se trata de desinformação recorrente, e não de um fato novo.
