Um último acorde silencia: Ruben Rada morre aos 83
A lenda do candombe uruguaio, que cruzou fronteiras com hits como Las Manzanas, deixa o cenário musical e cultural em luto
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Na manhã de 26 de agosto, o som dos ventiladores do hospital de Montevidéu foi o último acompanhamento da vida de Ruben Rada, 83, que sucumbiu à pneumonia bilateral.
Rada, reconhecido como um dos maiores nomes da música uruguaia, integrou grupos icônicos como El Kinto, o Tótem e Opa, além de uma carreira solo marcada por sucessos como "Las Manzanas", "Mi País" e "Cha‑cha Muchacha".
Filho de mãe brasileira, ele homenageou suas raízes em 2021 com o álbum As noites do Rio/Aerolíneas Candombe, reforçando a ligação entre o candombe e a cultura latino‑americana.
Além da música, Ruben atuou na televisão, rádio, teatro e cinema, participando de programas humorísticos, dramas e dublagens, consolidando sua presença multifacetada no entretenimento uruguaio.
Nos últimos dias, o artista trabalhava em um novo álbum ao lado dos argentinos Los Auténticos Decadentes e havia anunciado shows com Chico César na Argentina, além de preparar uma homenagem ao Tótem para outubro.
Família e amigos divulgaram a triste notícia nas redes sociais, agradecendo o apoio recebido e ressaltando o legado que Rada deixa para a música e a cultura da região.
