O que revela o processo de Raquel Lee contra a Disney por abuso sexual
Detalhes do processo apontam falhas de proteção da Disney e relatos de agressões que marcaram a infância da ex‑estrela mirim
Em depoimento ao tribunal, Raquel Lee conta que, durante as filmagens da série "The Poof Point" em 2001, foi instruída a "criar laços" com um funcionário da Disney, passando longas horas ao seu lado.
Ela afirma que o homem oferecia álcool repetidamente, chegando a deixá‑la enjoada e vomitando nos bastidores, enquanto membros da produção assistiam sem intervir.
Segundo a acusação, o abuso continuou em um voo para a Califórnia, onde a Disney teria reservado um assento na primeira classe para o agressor, deixando a jovem sentada ao seu lado sem supervisão de um responsável.
Executivos da Disney, ao tomarem conhecimento dos fatos, teriam culpado a atriz, chamando‑a de "fora de controle" e dizendo à sua mãe que ela possuía "um demônio dentro de si".
Raquel Lee alega que o trauma prejudicou sua carreira e gerou décadas de sofrimento emocional e psicológico, motivando o pedido de indenização por danos morais e materiais.
O processo, apresentado ao tribunal, sustenta que a Disney falhou em seu dever de proteção, ao manter o contato do agressor com a atriz e não oferecer a devida assistência durante os episódios de abuso.
