Brasil autoriza uso compassivo de medicamento experimental para Lito Sousa
A família de Lito Sousa recebeu autorização da Anvisa para importar o ALN-6457 em tratamento compassivo, reforçando a esperança de conter a doença de Creutzfeldt-Jakob
Na manhã de sexta‑feira (4/9), Mila Sousa compartilhou em vídeo que a família recebeu aprovação da Anvisa para usar, de forma compassiva, o medicamento experimental ALN-6457 contra a doença de Creutzfeldt-Jakob que afeta Lito.
O medicamento ainda não teve seu nome divulgado publicamente, mas a Anvisa autorizou, em caráter excepcional, sua importação após solicitação do Hospital Israelita Albert Einstein. A importação será feita por pessoa física, garantindo que o tratamento ocorra em ambiente hospitalar no Brasil.
Mila explicou que a família tem enfrentado burocracias e prazos apertados, pois a doença evolui rapidamente. "Estamos correndo contra o tempo", afirmou, ressaltando a importância de agilizar os procedimentos para iniciar a terapia o quanto antes.
Segundo a esposa, os resultados preliminares em estudos com animais são promissores, indicando que o ALN-6457 pode interromper o avanço da condição. Ela destacou que Lito seria o primeiro humano a receber o fármaco fora de um ensaio clínico tradicional.
Lito Sousa, que ainda sente inflamação cerebral, manteve que sua cognição está preservada e que espera boas notícias assim que o remédio chegar às suas mãos.
A família pretende usar a visibilidade do caso para apoiar outras pessoas que enfrentam doenças priônicas, prometendo divulgar novos avanços conforme o tratamento evolua.
