Por que as Vilas Criativas estão redefinindo o envelhecimento ativo em Santos
A iniciativa reúne gerações, oferece cursos gratuitos e mostra como a convivência nas Vilas Criativas fortalece vínculos e melhora a qualidade de vida dos idosos
Imagem: Dj. Wilson Alexandre · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Na Vila Criativa Sênior, na Aparecida, Antônio Roberto, 75, inicia a aula de capoeira com um sorriso e a energia de quem encontrou um novo motivo para sair de casa.
As Vilas Criativas, espalhadas por Santos, são mais que centros de formação: são pontos de encontro onde crianças, adolescentes, adultos e idosos compartilham espaços de cultura, esporte e lazer. A gratuidade dos cursos atrai milhares de moradores, que passam a frequentar as unidades como parte da rotina diária.
Para a população sênior, a programação inclui pilates, dança, teatro, coral, fotografia, inclusão digital, tai chi chuan, yoga e artesanato. Cada atividade foi pensada para estimular habilidades físicas e cognitivas, ao mesmo tempo em que favorece a criação de novos laços sociais.
Antônio relata que a participação nas aulas transformou sua vida: "Senti uma melhora em tudo. Desenvolvi o corpo e fiz amigos que me deixam feliz". Ele ainda reclama da curta carga horária, pedindo que as aulas sejam tão extensas quanto as de uma escola.
Atualmente, a rede conta com 11 unidades, 290 cursos e mais de cinco mil usuários regulares por ano. Nos próximos meses, duas novas vilas serão inauguradas nos bairros do Pacheco e Estuário, ampliando ainda mais o alcance da política de envelhecimento ativo.
A secretária de Comunicação e Economia Criativa, Selley Storino, destaca que as Vilas Criativas se tornaram verdadeiros polos de pertencimento e desenvolvimento humano, alinhados ao ODS 8 da ONU, que visa trabalho decente e crescimento econômico.
