Por que a ciclovia do canal 4 só agora tem chance de ficar segura
Recuperação de 10 m do talude no Embaré visa evitar novos deslizamentos e garantir a mobilidade dos ciclistas, parte dos esforços de infraestrutura sustentável
Imagem: Dj. Wilson Alexandre · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Antes das 07h, operários da Prefeitura removeram entulhos e instalaram a primeira seção de tubos de concreto ao lado da ciclovia, marcando o início da última etapa de reparo no canal 4.
O trecho, localizado próximo à Rua Ministro João Mendes, sofreu erosão significativa depois das chuvas que derrubaram parte do talude e danificaram a mureta e o passeio.
Após o bombeamento da água, o secretário Wagner Ramos constatou que a laje do fundo do canal estava comprometida, agravando a perda de material e exigindo intervenções extras para garantir a segurança da via.
O engenheiro civil Rodrigo Feitosa explicou que o projeto original não incluía reforço lateral e do fundo; porém, as condições climáticas e a elevação da maré forçaram a extensão dos trabalhos, que agora dependem da previsão do tempo.
As obras incluem demolições, sondagens na rede de drenagem, a instalação de 18 m de tubulação de concreto e 4 m de tubos de PVC, além da recomposição do passeio e a restauração do paisagismo ao redor.
Além de restaurar a circulação dos ciclistas, a iniciativa alinha‑se aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os que tratam de infraestrutura inovadora, redução das desigualdades e cidades sustentáveis.
Com a conclusão prevista para este mês, a ciclovia deverá voltar a oferecer um trajeto seguro e integrado ao restante da rede de mobilidade urbana da Baixada Santista.
