Patrimônio cultural imaterial tem destaque em encontro de 250 criadores em Santos
A 2ª Semana do Patrimônio de Santos traz debate sobre proteção ao patrimônio imaterial, reunindo grupos de capoeira, maracatu, jongo e comunidades indígenas
Imagem: Dogpochi · CC BY 3.0 · fonte/licença
À tarde, a Casa do Patrimônio, na Rua Tiro, foi tomada por uma multidão de artistas que deu início ao 8º Encontro de Culturas Populares e Tradicionais, marcado para acontecer até a noite.
O evento, gratuito, começou às 14h com roda de conversa e cortejo que partiu em direção ao Valongo, guiado pelo Maracatu de Baque Virado. Participaram grupos de pelo menos 12 municípios, abrangendo Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, São Paulo e Grande ABC.
Entre as manifestações apresentadas estavam sete grupos de capoeira, oito de maracatu, oito comunidades de jongo, dois corais indígenas, duas quadrilhas juninas, além de samba de roda e escola de samba. A feira solidária ofereceu artesanato indígena e vestimentas de inspiração africana.
Na sexta-feira anterior, especialistas do Iphan, da Fundação Cultural de Jacarehy e do Conselho Municipal de Cultura debateram os processos de registro e salvaguarda do patrimônio imaterial, ressaltando a necessidade de políticas que protejam saberes e saberes vivos, não apenas edificações.
O encontro reforça o item 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU – Cidades e Comunidades Sustentáveis – ao valorizar práticas culturais que constituem a identidade de Santos e ao promover a participação da sociedade na construção de políticas de preservação.
