O que a prevenção de eventos climáticos extremos está fazendo em Santos
Especialistas mostram como o monitoramento oceânico e meteorológico da Defesa Civil de Santos permite alertas antecipados, protegendo moradores das ressacas e chuvas intensas
Imagem: alexandre_vieira · BY 2.0 · fonte/licença
Na manhã de 27 de julho, sensores instalados na orla de Santos registraram um aumento de 0,8 metro no nível do mar, acionando o primeiro alerta de ressaca do semestre.
O dado foi analisado no 1º Seminário de Sistemas de Monitoramento e Previsão de Eventos Climáticos Extremos, realizado na Universidade Santa Cecília (Unisanta) e contou com a presença de representantes da Defesa Civil, do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) e de nove municípios da Baixada Santista.
Segundo Daniel Onias, coordenador da Defesa Civil de Santos, a parceria com o NPH surgiu após a forte ressaca de 2016 e hoje permite emitir avisos por múltiplos canais, dando tempo suficiente para que a população evite áreas de risco.
Alexandra Sampaio, coordenadora do NPH e da Sala de Situação da Baixada Santista, explicou que o sistema cruza dados de nível do mar, ondas e precipitação com modelos de previsão, gerando cenários para os quatro dias seguintes e ajustando‑os em tempo real.
A vice‑prefeita Audrey Kleys ressaltou que a integração regional é essencial, sobretudo com a chegada do fenômeno El Niño, e que a troca de experiências entre os municípios fortalece a capacidade de resposta.
Com dez anos de colaboração entre a Unisanta, a Defesa Civil e a Praticagem de São Paulo, o seminário também avaliou os avanços obtidos e definiu novos desafios para enfrentar a intensificação dos eventos climáticos decorrentes das mudanças globais.
