Entenda como Santos enfrenta o calor extremo e protege a saúde da população
Especialistas e gestores analisam na Unicamp estratégias de alerta e resiliência climática para mitigar riscos de ondas de calor à saúde de idosos
Imagem: Senado Federal · CC BY 2.0 · fonte/licença
Quando a temperatura ultrapassou 38°C na Baixada Santista, autoridades de Santos se deslocaram ao auditório da Unicamp para debater soluções frente ao calor extremo.
O encontro, intitulado "Calor Extremo e Saúde: Evidências, Impactos e Respostas dos Municípios Brasileiros", reuniu gestores públicos, acadêmicos e especialistas de todo o país, sob a organização da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, da Prefeitura de Campinas e do WRI Brasil.
Representando o município, Fábio Tatsubô, diretor do Departamento de Políticas de Desenvolvimento Sustentável, participou do painel "Governança, Sistemas de Alerta e Resiliência para Eventos Climáticos", onde foram discutidas estratégias de prevenção, adaptação e resposta às altas temperaturas.
Os participantes apresentaram dados que mostram o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor, apontando desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças crônicas como principais riscos à saúde.
O debate destacou que os grupos mais vulneráveis — idosos, crianças, gestantes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e trabalhadores expostos ao sol — são os que sofrem os maiores impactos.
Além de reforçar a importância dos sistemas de alerta, o evento alinhou suas discussões aos ODS 3, 11 e 13 da ONU, que tratam de saúde, cidades sustentáveis e ação climática, sinalizando caminhos para políticas públicas mais resilientes em Santos.
