De 1,4 mil visitas a 94 recusas: mutirão contra o Aedes avança no Boqueirão
A ação elimina 32 focos e alerta moradores sobre a importância de permitir a entrada dos agentes para prevenir dengue, zika e chikungunya
Imagem: Dj. Wilson Alexandre · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Um agente encontrou um foco de larvas dentro de um balde abandonado na rua do Boqueirão, sinalizando a persistência dos criadouros mesmo em época de estiagem.
Durante a primeira etapa do 22º mutirão, 1.410 residências foram inspecionadas e 32 focos foram eliminados, localizados em ralos internos e externos, vasos de planta, baldes, piscinas, entulhos de obras e calhas.
Houve 94 recusas de entrada, totalizando 1.427 negativas no ano, o que motivou o chefe do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor, Boanerges Oliveira, a reforçar a necessidade de cooperação dos moradores para garantir a eficácia das inspeções.
Os agentes, identificados com uniforme da Prefeitura e crachá, contaram com o apoio da equipe da Terra Santos, que removeu materiais que acumulam água e podem servir de criadouro para o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
José Laurindo, advogado residente no bairro, recebeu a equipe e elogiou a iniciativa, ressaltando que “o mosquito nunca dá folga” e que instruções adicionais são sempre bem‑vindas.
Em 2026, Santos registrou 571 casos de dengue e nove de chikungunya; nos 22 mutirões realizados no mesmo ano, foram eliminados 1.335 focos com larvas.
O mutirão está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 da ONU, que promove Saúde e Bem‑Estar, reforçando a importância da vigilância contínua contra vetores.
