Como bússola da memória, Fundação Arquivo e Memória de Santos entra no Conselho Nacional
Fams, que cuida de 5 milhões de documentos de Santos, garante voz municipal no Conarq e fortalece a política nacional de preservação da memória
Imagem: Old Building of Arquivo Público do Estado do Espírito Santo · CC BY-SA 4.0 · fonte/licença
Em uma cerimônia no Rio de Janeiro, a diretora‑técnica Wânia Seixas recebeu a nomeação da Fams para integrar o Conselho Nacional de Arquivos, representando os arquivos públicos municipais.
A seleção fez parte de um processo que escolheu 12 conselheiros de diferentes regiões do país, abrangendo categorias como arquivos públicos municipais, privados, comunitários, instituições de ensino e associações de profissionais.
Os critérios levaram em conta o trabalho desenvolvido pela Fundação ao longo de três décadas, destacando a qualificação das representantes santistas e a relevância dos acervos sob sua gestão.
Para o presidente da Fams, Leonardo Barbosa Delfino, a participação no Conarq simboliza o reconhecimento da preservação do patrimônio histórico de Santos, coincidindo com os 480 anos da cidade e os 30 anos de atuação da Fundação.
A Fams administra cerca de 5 milhões de documentos, incluindo registros do Império, imagens históricas, plantas e mapas, distribuídos em três arquivos no Centro Histórico, com sede administrativa no Outeiro de Santa Catarina.
Além da conservação, a instituição promove visitas, roteiros, exposições, publicações e atendimento a pesquisadores, aproximando a população da história local.
Essa iniciativa também se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU número 4, que busca garantir educação de qualidade ao fomentar o acesso ao conhecimento histórico.
