Como a preservação de gibis históricos reforça a identidade cultural da Baixada Santista
Parceria entre a Gibiteca Municipal de Santos e o Museu do Café restaura 26 quadrinhos raros, garantindo acesso a pesquisas e à memória das gerações
Imagem: Dj. Wilson Alexandre · CC BY-SA 3.0 · fonte/licença
Na manhã de segunda‑feira, o técnico da Gibiteca retirou cuidadosamente a capa amarelada da edição nº 1 da Turma da Mônica, iniciando a restauração de um acervo que atravessa quase um século.
A iniciativa foi viabilizada por uma parceria com o Museu do Café, que forneceu apoio técnico e logístico para a conservação de 26 publicações datadas de 1936 a 1973, incluindo o primeiro Homem‑Aranha (1972) e o Almanaque Tico Tico (1936).
Segundo a bibliotecária Elis Granado, do Museu do Café, os exemplares são feitos de papel‑jornal, material extremamente delicado, e a ação da Gibiteca é essencial para mantê‑los legíveis e acessíveis ao público.
Para Naraina Mamede, responsável pela Gibiteca, cada gibi restaurado funciona como uma “cápsula do tempo”, permitindo que novas gerações estudem a evolução das narrativas e dos hábitos culturais brasileiros.
O acervo da Gibiteca, que conta com mais de 40 mil publicações, permanece aberto ao público de segunda a sábado, das 9h às 19h, e aos domingos, das 9h às 13h, na sede localizada no Posto 5, orla do Boqueirão.
Além de preservar a memória dos quadrinhos, a ação se alinha ao ODS 4 da ONU, que promove Educação de Qualidade, ao garantir acesso a fontes históricas para pesquisa e ensino.
